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India, um convite a primeira temporada de cartas

India será a primeira temporada oficial de cartas do "Cartas do Fundo". 

Agora em junho e julho de 2017 irei viver 18 dias no Nordeste da India. Entre Calcutá e Delhi. Um roteiro intenso se desenha, pois vou margear o Ganges e viver pelas cidades onde  Sidarta Gautama - o Buda - se iluminou. Esse eixo nordeste-noroeste, berço de civilizações e culturas milenares. Mergulharei em projetos sociais locais e participarei, nos primeiros dias, de um seminário sobre projetos com populações ameaçadas por catástrofes sócio climáticas (eu mesmo serei o relator do projeto que coordeno em Petrópolis/RJ). Muitas andanças à pé, mochila, hospedagem/alimentação simples e todo meu ser aberto para receber e me deixar tocar pelo ambiente & pessoas & cultura, sempre unido a você, à distância, pelo diário e pelas cartas. Estarei entregue ao ato de, com humildade, rigor e poesia, traduzir vida em narrativa textual.

Aqui você encontrará as cartas dessas temporada indiana! A primeira, como não poderia deixar de ser, é o convite! 

casorio africa
friburgo
nova zelandia
folia
tiao
vale de luz
vale de luz_2
filhos

Tenho sido um roceiro do mundo, com um cantinho físico de onde renasço, entre uma viagem e outra,  o Vale de Luz,  nas serras do Rio de Janeiro. Sou quieto e tenho muita festa dentro. Minha festa consta de deixar entrar o mundo em mim, assim, de uma forma maravilhada.Vivo de boca aberta com o simples, com florzinha, varredor de rua, prédio velho e curva óbvia. O desencantado me atrai e logo prosopopéio, sem esforço, o que era invisível. Desde menino faço isso, e hoje assumo que é essa uma das melhores partes de mim. Viajar assim, boquiaberto,  você pode bem imaginar, nem precisa de grandes exotismos para fazer narrativas travessas, que vão, aos poucos, transversando para avessos o parado que, por vezes, se torna essa vida nossa. 55 anos, quase vegetariano, 6 filhos, 1 grande companheira, outras grandes companheiras e companheiros, 2 mochilas. Essa é minha contabilidade de 'pertences essenciais'. O que me nutre mesmo é o meu olhar. Estrada, quanto mais melhor. Prefiro lápis que caneta, e papel grosso em caderno costurado à mão. Dizer mais que isso é inventar moda desnecessária. Então pegue sua mão e traga-se com carinho, bora andar!

 

Acompanhe as viagens!

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